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MotoGP 2024 Portugal

Foi sob um céu bem mais azul e com a temperatura a aumentar significativamente que os pilotos de MotoGP enfrentaram hoje de manhã as duas sessões de qualificação a contar para o Grande Prémio de Portugal. No Autódromo Internacional do Algarve (AIA) tivemos duas sessões intensas que definiram as posições na grelha de partida para as corridas Sprint e para a corrida principal de domingo.

Para os portugueses que continuam a preencher as bancadas do AIA mostrando o seu orgulho de pertencer à ‘Turma 88’, apoiando sem parar Miguel Oliveira.

A 4 de janeiro de 1995 nascia, na freguesia do Pragal, em Almada, aquele que viria a tornar-se o primeiro português a participar no Campeonato do Mundo de Motociclismo a tempo inteiro. Miguel Oliveira é, atualmente, o atleta nacional do seu escalão etário que mais visibilidade mediática tem em Portugal e além fronteiras. Fundou um projeto pedagógico pioneiro em Portugal – a Oliveira Cup, Troféu-Escola de motociclismo com o seu mentoring, dirigido a jovens dos 10 aos 14 anos de idade e com intuito encontrar o seu “sucessor” -  e tem ainda um papel preponderante na preparação de jovens talentos provenientes do Oliveira Cup que se iniciam no Campeonato Nacional de Velocidade, sob a chancela da Miguel Oliveira Fan Club Racing Team. Paralelamente, frequenta o mestrado integrado de medicina dentária, fazendo dele um exemplo de determinação e empenho para todos os jovens.

Com apenas 9 anos de idade, iniciou a sua carreira desportiva e terminou o ano de estreia em 4º lugar no campeonato nacional de MiniGP. Nesse mesmo ano, foi condecorado pela Confederação Desporto de Portugal no reconhecimento do seu talento.

Os seus primeiros sucessos desportivos chegaram em 2005 quando venceu o campeonato Português de MiniGP e o World Festival Metrakit em Espanha, frente a 192 pilotos oriundos de 14 nações. Revalidou o título Português em 2006 e terminou em 2º da Copa Calypso, tendo ainda vencido todas as corridas do Campeonato Andaluz em que participou, sem poder pontuar. Em 2007 subia de categoria e ganhava o campeonato Mediterrâneo Pre-GP125.

No ano de 2008 participou em diversos campeonatos com participações esporádicas, onde se destacou na Red Bull Rookies, com duas vitórias consecutivas nas três participações.

Em 2009 era terceiro no CEV (Campeonato Nacional Espanhol) e 5º classificado no campeonato da Europa. Já em 2010 vencia 5 das 7 provas do calendário para terminar em 2º apenas dois pontos do seu rival Maverick Viñales, tendo-se sagrado, também nesse ano, vice-campeão da Europa, antes da sua estreia no campeonato do mundo em 2011.

Depois de um ano difícil (2011), regressou a tempo inteiro, em 2012, aos comandos da Sutter Honda na equipa da Estrella Galicia, onde conquistou dois pódios (Catalunha e Austrália) e ficou em oitavo no campeonato.

Em 2013, juntou-se à Mahindra Racing e fez as manchetes por ter conseguido o primeiro pódio do gigante indiano na Malásia, entrando assim para a história da equipa, antes de ter sido recrutado pela Red Bull KTM Ajo, para a época de 2015.

Em 2015, iniciou a sua temporada com a KTM na equipa da Ajo Motorsport e conquistou 6 vitórias, três 2ºs lugares e 1 ‘pole position’, garantindo assim o título de vice-campeão do mundo fazendo uma recuperação estrondosa e que surpreendeu toda a gente, para terminar a apenas 6 pontos do cetro.

Em 2016, ascendeu à categoria de Moto2, integrando a equipa da Leopard Racing, juntamente com o campeão em título de Moto3, Danny Kent. A temporada foi pautada por algumas adversidades, nomeadamente uma fratura da clavícula, a qual o forçou a falhar 4 Grandes Prémios.

Em 2017, foi convidado para integrar novamente a equipa KTM Red Bull Ajo, tendo terminado o Campeonato do Mundo no 3º lugar, a apenas 2 pontos do 2º classificado. Naquela que foi uma temporada brilhante na estreia da equipa em Moto2, somou 3 vitórias, 9 subidas ao pódio e duas pole positions, conquistando mais um marco histórico na sua carreira e para a modalidade no país.

Já no início de 2018, foi eleito Desportista do Ano, na categoria de Atleta Masculino, pela Confederação do Desporto de Portugal, assim como nomeado Embaixador Global da Integridade e Transparência no Desporto pela Sport Integrity Global Alliance (SIGA).
Nas pistas do campeonato do mundo, Miguel Oliveira continuou com a equipa KTM Red Bull Ajo, onde, aos comandos da KTM Moto2, assina três vitórias, dois quintos lugares e quatro terceiros lugares num total de 12 presenças no pódio. É ainda o único piloto na classe que não sofre quedas em corrida ao longo do ano, fechando mais uma brilhante temporada no segundo posto do campeonato com 297 pontos somados. Em Jerez de La Frontera, logo no mês de Março, assina o contrato que o leva ao escalão maior do motociclismo mundial, o MotoGP, tornando-se no primeiro português a alcançar esse patamar desportivo.

Em 2019 cumpre a sua primeira época como piloto do campeonato do mundo de MotoGP, mantendo a sua ligação com a KTM ao integrar a equipa da Tech3, a nova estrutura satélite do construtor austríaco. Numa época sempre em crescendo, consegue como melhor resultado um fantástico oitavo posto no circuito austríaco do Red Bull Ring e termina o ano com 33 pontos conquistados depois de uma lesão sofrida em Silverstone lhe condicionar as prestações nas últimas corridas do ano. No final de 2019 é recebido pelo Presidente da Republica, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no encerramento do programa ‘Desportistas no Palácio de Belém’.

Em 2020, MO, foi protagonista de uma época com um final alucinante, digno de um filme de suspense, acelerou para o primeiro triunfo da carreira num épico final do GP da Styria no Red Bull Ring, vitória que duplicou no final da temporada na ‘montanha-russa’ de Portimão no MEO GP DE PORTUGAL. Um fecho brilhante de época onde registou igualmente a Pole Position, recorde da pista, volta mais rápida (1m39,855s) e liderança do início ao fim. Terminou o ano com 125 pontos na despedida da sua primeira década no ‘paddock’.

Depois de um ano marcado por duas vitórias, a época de 2021 revelou ser um ano de altos e baixos e foi mesmo com pouco sabor que terminou. Ainda antes do final da primeira metade da época, uma vitória em Barcelona e dois pódios conseguidos no Mugello e em Sachsenring - este depois de um épico duelo com Marc Márquez -, deixaram no ar que a KTM estava pronta para dar a Miguel Oliveira os argumentos que o colocariam entre os melhores no final do ano. Mas, da Áustria, o que chegou foi exatamente o contrário e a segunda metade da época foi um verdadeiro calvário, longe dos resultados anteriores aos comandos de uma moto que deixou de funcionar...e nunca mais impressionou. A procura pelos melhores resultados ditou mesmo uma lesão lenta na sua recuperação e, no final do ano, os 94 pontos conquistados foram 'curtos' para o que tinha ficado no ar, no final da primeira metade do ano. Para a história ficou a soberba vitória no Barcelona-Catalunha e os duelos em Itália e Alemanha, com destaque para a corrida de Mugello, onde o campeão do mundo teve que se vergar perante Miguel Oliveira.

Na época de 2022, Miguel Oliveira assina mais duas vitórias em MotoGP pela KTM Factory Racing Team, respetivamente na Indonésia e na Tailândia, e é autor de recuperações históricas em várias corridas do calendário, tendo inclusivamente sido proclamado o "rei da chuva" em algumas rondas em que a meteorologia trocou as voltas aos pilotos. Tendo terminado a época no top 10 do campeonato, com 149 pontos, neste mesmo ano, o Falcão anunciou o virar de página com a equipa austríaca, para abraçar novas cores e uma nova equipa, para 2023 e 2024, a RNF MotoGP Team, aos comandos de uma Aprilia RS-GP.
Marco Paulo revela que não pode cantar

O programa 'Alô Marco Paulo' começou de uma forma diferente numa emissão de apoio a Marco Paulo, que esteve recentemente internado. O cantor regressou a casa e voltou ao seu programa para falar com a colega Ana Marques, com quem divide o formato. E em vez da sua atuação, iniciou com uma parte da entrevista, explicando que, neste momento, não pode cantar.

"Pensam que invento doenças. Prezo a minha saúde. Há pessoas más que dizem que invento doenças para ser falado. Não preciso, a minha saúde é mais importante do que ser falado", disse.

"Estou muito feliz, não posso cantar porque não posso esforçar o pulmão. Peço desculpa por não o poder fazer, que é uma coisa que amo. Sou muito feliz a cantar. Sinto falta de qualquer coisa. É de ir cantar. Só assim sou completo – a cantar e conversar com as pessoas", realçou, acrescentando que os médicos lhe pediram para "ter calma, mesmo até a falar".

Ao recordar o internamento, contou que "foram 8 ou 9 dias fora da sua casa, do seu espaço". "Mas também onde estive, fui muito bem cuidado, tratado", destacou no programa que foi para o ar este sábado, dia 1 de abril, agradecendo a todos os que cuidaram de si no hospital.

"Nunca deixei de atender às pessoas, mesmo no momento mais difícil. Falei com elas e disse-lhes a verdade. Às vezes especula-se muito sobre o que se está a passar, assim é melhor ser eu a falar", acrescentou, realçando também o apoio de toda a equipa do 'Alô Marco Paulo', da SIC, que, diz, é uma "nova família". "São generosos para mim", afirmou, contando que recebeu vídeos da produção para o animar e que o "ajudou muito a voltar novamente ao seu espaço, à sua casa".

De seguida, falou também da surpresa da equipa que o foi visitar ao hospital. "Estava a sair de um exame, vinha numa cadeira de rodas, e vejo lá ao longe um grupo bem disposto a cantar a 'Casa Amarela'. Disse que só podiam ser as minhas meninas. Era o meu grupo dos momentos bons e menos bons, dos sucessos e fracassos", relatou.

O formato contou com a presença de artistas que fizeram questão de estarem nesta emissão de apoio, tendo também recebido vários vídeos de figuras públicas que se envolveram numa "onda de amor".

Mantendo o sorriso no rosto, Marco Paulo mostrou-se animado ao lado de Ana Marques e até revelou que enquanto esteve internado fez por manter o bom humor. "Contei anedotas no hospital", partilhou.

Sobre o 'Alô Marco Paulo', o artista recordou o convite que Daniel Oliveira lhe fez e que "aceitou logo". O cantor já está à frente do formato há praticamente dois anos, transmitido diretamente de sua casa. "É um programa único, diferente. Iniciou com muita dificuldade", disse, referindo-se à opinião pública. "E conseguimos vencer. Hoje estou diferente porque sou eu próprio", desabafou, frisando que não está a "representar". "Eu sou assim. Sorrio, brinco, canto…".

Nas emissões passadas, a SIC decidiu juntar os melhores momentos do artista no programa com mensagens de força para apoiar o cantor. Um gesto que agradece. "Adorei. Foram momentos muito bonitos", comentou, salientando que foram também uma "força". No entanto, confessa, levaram-no às lágrimas.
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